Os estudos rurais tiveram presença destacada na história das ciências sociais brasileiras e várias pesquisas deram ênfase às relações de desigualdade que marcam a vida das mulheres dessa população. Apesar de ter ocorrido na última década uma perda de espaço desta produção em núcleos de pesquisa, encontros e reuniões especializadas, mais recentemente houve uma retomada de iniciativas que buscam fortalecer as pesquisas sobre o campesinato e suas transformações recentes. Neste ambiente podemos observar um crescimento de pesquisas com foco nas desigualdades entre homens e mulheres rurais. A organização de dossiê específico no volume de número 12 da Revista de Estudos Feministas , a promoção Seminário Internacional Mulheres Rurais Experiências e Perspectivas pelo Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu, de mesas redondas e grupos de trabalho em encontros nacionais e regionais de pesquisadoras feministas e da comunidade científica das ciências sociais, além da criação de linhas de pesquisa específicas nos cursos de pós-graduação revelam esse novo ambiente. O Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, por meio do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia e do Núcleo de Estudos Agrário e Desenvolvimento Rural.