A dinâmica da assistência de enfermagem ao paciente no período pré-operatório privilegia as atitudes de saúde segmentadas, fragmentadas e demasiadamente especializadas, muito distantes da visão de prática de saúde que visa compreender a totalidade das necessidades de saúde que em um paciente nesta circunstância, vai além da atenção individual curativa. A enfermagem, ainda hoje, desenvolve cuidados na enfermaria cirúrgica, bastante voltados para a realização dos atos curativistas, equipamentos e o pessoal necessário para a sua realização, prover materiais; ações estas bem distantes de uma assistência voltada ao atendimento das necessidades integrais do paciente (1). O pré-operatório de cirurgia cardíaca é um período no qual a maioria dos pacientes apresentam um alto grau de vulnerabilidade relacionado à sua condição cirúrgica: decisão de operar ou não frente ao diagnóstico médico; medo e ansiedade; perda de privacidade e exposição do próprio corpo; entre outros.