O acesso universal ao tratamento e à prevenção da infecção pelo HIV e das demais infecções sexualmente transmissíveis possibilitou transformar o cenário da epidemia no país. A queda nas taxas de transmissão vertical do HIV, a redução da morbimortalidade da infecção e o aumento da expectativa e qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e aids são uma realidade, caracterizando o atual perfil crônico dadoença25. No entanto, nesse novo cenário, também surge a necessidade de abordar as demandas específicas das populações mais jovens, em idade sexual ativa26, e aprofundar o tema da saúde sexual e reprodutiva de forma ampla, não se restringindo apenas às recomendações de utilização de preservativos e aconselhamento anticoncepcional. A OMS recomenda que sejam oferecidas às mulheres vivendo com HIV intervenções voltadas para o autocuidado e empoderamento sobre direitos referentes à sua saúde sexual e reprodutiva27. Também é importante considerar as diferenças regionais e questões específicas de grupos populacionais sob maior vulnerabilidade, com ênfase nas desigualdades de gênero, incluindo as mulheres transexuais e os adolescentes