Mais de um milhão de pessoas tiram a própria vida todos os anos no mundo. Trata-se de um problema social de grande relevância para a saúde pública, e que pode ser evitado. Pensando em aproximar psicólogas (os) do tema, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) lança esta publicação “Suicídio e os Desafios para a Psicologia”. A ideia de fazer o livro surgiu da grande repercussão dos dois debates online, realizados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), em julho e agosto, que chamaram atenção de milhares de psicólogas (os) em todo Brasil para um assunto que foi, por muitos anos, absolutamente velado. Apesar dos fatores que contribuem para o suicídio variarem entre grupos democráticos e populações específicas, os mais vulneráveis são os jovens, os mais idosos e os socialmente isolados, como a população indígena. Os países de baixa e média renda são os que têm a maior parte da carga suicida global, isso inclui o Brasil – cujo índice anual ultrapassou os nove mil em 2011. Estes locais estão relativamente menos equipados para impedir o suicídio, pois estão pouco capacitados para acompanhar a demanda crescente que vai da assistência à saúde, em geral, até a assistência especializada em saúde mental. Além disso, os serviços são escassos e, quando existem, são de difícil acesso e contam com poucos recursos econômicos. As atenções apropriadas são essenciais para a saúde e bem estar, bem como a acessibilidade a profissionais capacitados para identificar os sintomas e a intervir no processo antecipadamente.