Na economia globalizada do século XXI, a sobrevivência das organizações depende da habilidade e rapidez de inovar e efetuar melhorias contínuas, geralmente com o objetivo de maximizar o retorno financeiro produzido pelos seus ativos. Como resultado, as organizações vêm buscando incessantemente novas ferramentas de gerenciamento que as direcionem para uma maior competitividade através da melhoria da qualidade e produtividade de seus processos, produtos e serviços. Considerando o ativo “instalações elétricas”, que fazem parte da infraestrutura de qualquer complexo organizacional, com o decorrer do tempo os componentes e as conexões de uma instalação elétrica passam, obrigatoriamente, por uma degradação em função do ciclo de funcionamento normal ou acelerado por agentes externos, perdendo parcial ou totalmente as funções projetadas, alterando suas características nominais, conduzindo a uma redução na segurança e na confiabilidade dos sistemas associados. Para manter o funcionamento adequado de uma instalação elétrica, são essenciais o monitoramento de sintomas correlacionados às falhas e a previsão do desempenho esperado para execução de ações preventivas adequadas. Nesse sentido, a gestão da manutenção, como função estratégica das organizações, se apresenta como responsável direta pela disponibilidade dos ativos, buscando incessantemente a aplicação das melhores práticas preventivas. A adoção da manutenção preditiva se configura como uma solução eficiente e eficaz para falhas e defeitos que possam ocorrer nas instalações elétricas, sendo realizada com base no monitoramento de 22 — Pablo Rodrigues Muniz — Mariana Altoé Mendes modificações de parâmetros de condição ou desempenho, cujo acompanhamento obedece a uma sistemática. Esse é o grande objetivo da manutenção preditiva: predizer (ou prever) as falhas através de acompanhamento dos diversos parâmetros, permitindo a operação contínua da instalação pelo maior tempo possível. Ou seja, a manutenção preditiva privilegia a “disponibilidade” à medida que não promove intervenções no regime normal de funcionamento da instalação elétrica. Além disso, a intervenção só é decidida quando os parâmetros acompanhados indicam sua real necessidade. Quando o nível de degradação se aproxima ou atinge o limite previamente estabelecido, é tomada a decisão de intervenção.