As moedas digitais têm recebido grande destaque nos debates do sistema financeiro e isso está relacionado ao crescimento do mercado e surgimento de uma variedade de categorias, sendo 3 principais: criptomoedas, stablecoins e moedas digitais emitidas pelo Banco Central (CBDC). O mercado de criptomoedas chegou a 8,9 mil moedas e USD 2 trilhões de capitalização do mercado em 13 de agosto de 2021, segundo o site Coingecko. Em 2009 foi lançada a primeira criptomoeda, passados 5 anos eram 500. Em 2021, pouco mais de uma década depois, quase 9 mil. A principal stablecoin do mercado (Tether) multiplicou sua capitalização no mercado mais de 13x entre fevereiro de 2020 e junho de 2021. O número de Bancos Centrais trabalhando ativamente para emitir uma moeda digital própria saiu de aproximadamente 33% em 2016 para 86% em 2020. São dados que mostram a relevância do tema e a necessidade de compreendê-lo. Essa relevância das moedas digitais é tangível e se reflete na constante presença na mídia e nos trendings de rede social. Compreender o fenômeno, no entanto, não é tarefa simples porque o desenvolvimento do mercado e da tecnologia trouxeram diferentes categorias com conceitos, objetivos, benefícios e desafios diferentes. Para acompanhar os debates desse mercado hoje em dia, é necessário entender cada uma, a diferença entre elas e suas potencialidades.