Desde a sua criação, o Sistema Único de Saúde (SUS) apresentou grandes avanços e desafios em sua organização e resolutividade. No entanto, devido a sua complexidade, muito existe a ser superado para que esse sistema promova efetivamente o acesso universal, integral e equânime à saúde para a população brasileira. Atenção Básica à Saúde (ABS) designa a forma de organizar a base dos serviços de saúde. Nela se integra a Estratégia Saúde da Família (ESF), que tem como perspectiva a responsabilidade com as necessidades de saúde da população adscrita e vinculada a uma unidade de serviço. A ESF tem uma cobertura atual de 66% da população brasileira e se encontra em expansão. A ABS é responsável pelo primeiro contato dos indivíduos e suas famílias com o sistema de saúde, sendo a porta preferencial de entrada para ações de promoção, prevenção e cuidado continuado. As ações de ABS devem ser desenvolvidas por uma equipe de trabalho multidisciplinar atuando em um território com uma população definida geograficamente (população adscrita). O conhecimento desse território de atuação, bem como dos indivíduos e suas famílias, responsabiliza-se pelo atendimento de demanda espontânea e programada, com desenvolvimento de ações com foco em vulnerabilidade e risco. Esse conhecimento proporcionará atividades de promoção e prevenção de acordo com determinantes e condicionantes de saúde. Para que a missão da ABS alcance êxito, há necessidade de conhecimento e cadastramento das famílias e de visitas domiciliares programadas para os profissionais de saúde. Papel importante é desempenhado pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e pela equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Assim, de acordo com o perfil sociodemográfico e epidemiológico, a equipe de saúde deve ter ações e atividades planejadas e avaliadas por meio de indicadores fidedignos e que permitam avançar na resolutividade.