Segundo Richard Feynman, existe “algo” denominado energia (palavra de origem grega que significa ação), que se modifica em forma, mas que, a cada momento que a medimos, sempre apresenta o mesmo resultado numérico. Tendo isso em mente, poderemos compreender melhor como os processos naturais ocorrem se, ao analisarmos, tivermos como foco os tipos de variação de energia e o modo como interagem. Por mais que possam ser distintas as formas de energias ou alterações e transformações envolvidas em uma observação, o valor total medido em cada momento que observamos será sempre o mesmo. Essa constatação nos leva a formular os seguintes termos: A energia pode ser transformada de um tipo para outro em um sistema isolado, mas não pode ser criada ou destruída; a energia total do sistema permanece constante. Essa é a lei que governa, sem exceção, todos os fenômenos naturais conhecidos até agora, e a ela denominamos de Lei da Conservação da Energia. Trata-se de uma lei bastante abstrata por ser um princípio matemático; não é algo concreto, apenas algo que podemos medir em números. Cada uma das energias existentes está associada a algum componente dos fenômenos físicos. Assim, existe uma energia térmica; uma energia radiante; uma energia potencial (gravitacional e elástica), ligada à posição em um campo de força; uma energia cinética, ligada ao movimento; uma energia eletromagnética; uma energia nuclear e uma energia da massa.