O Brasil tem a maior biodiversidade de plantas do planeta, associada a ricas diversidades étnicas e culturais, com o maior percentual de plantas medicinais encontradas na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica, respectivamente (AZEVEDO, 2002). Quando se fala de cultivo de plantas medicinais está-se conservando a biodiversidade, a saúde humana, o alimento, a economia, o resgate do conhecimento popular, a organização, a participação social, o gênero e a geração. Atualmente, observa-se o crescimento no consumo de plantas medicinais ou de medicamentos à base de plantas em todas as classes sociais no Brasil e no mundo. No Brasil, porém, a maior parte das plantas medicinais comercializadas é proveniente do extrativismo, que contribui para o aumento do efeito estufa. Com relação às plantas importadas, muitas delas poderiam ser produzidas no país, considerando que as terras brasileiras se estendem da latitude de 5º N a 34º S, com a maior parte do território em altitudes de 1.200 metros acima do nível do mar, com temperaturas médias variando de 16º C a 20º C. Cerca de 80% do país recebem chuvas entre 1.000 e 2.500mm. Com isso, o cultivo de plantas medicinais é de importância fundamental, visando suprir a necessidade de demanda no mercado interno (AZEVEDO, 2004; CORRÊA JÚNIOR et al., 1991; HERTWIG, 1986). Somente na Alemanha, os fitofármacos movimentam US$ 3 bilhões/ano (NOGUEIRA; WOLFF, 2001, citado por SOUZA, 2006). Por volta de 1.600 a.C, os egípcios já faziam uso de plantas medicinais na cura de doenças; os chineses, há mais de 5.000 anos, utilizavam os princípios ativos das plantas medicinais. O uso de plantas no tratamento de doenças no Brasil tem influências das culturas indígena, africana e européia, entre outras (MARTINS et al., 1995; TORRES, 2005). O cultivo de plantas medicinais visando à comercialização exige planejamento, de modo a manter produção constante e de boa qualidade.