Esta obra propõe uma reflexão crítica e aprofundada sobre o ensino da filosofia, deslocando‑o de uma tradicional abordagem estritamente eurocêntrica e história cronológica para uma perspectiva pluriversal e epistemicamente inclusiva. O autor revisita a gênese da disciplina e os modos como ela é ensinada na educação básica, problematizando as hegemonias epistemológicas que historicamente privilegiam tradições filosóficas ocidentais em detrimento de outras formas de pensamento. Ao combinar teoria e prática pedagógica, o texto integra referências clássicas com diálogos emergentes nas relações étnico‑raciais e nos estudos curriculares, oferecendo subsídios para pensar o currículo de filosofia como espaço político‑epistêmico, capaz de refletir a diversidade cultural e intelectual dos estudantes.
