A mobilidade excessiva de Recursos Humanos é um desafio significativo na administração pública, impactando a continuidade administrativa, o controlo de quadro e a retenção de competências. No Ministério do Interior da Lunda-Norte, este fenómeno tem causado instabilidade funcional e comprometido a eficácia dos serviços prestados. O estudo teve como objectivo analisar os impactos dessa mobilidade e propor estratégias para mitigar seus efeitos. A questão central foi: Qual o impacto da mobilidade excessiva na gestão e controlo de quadro do Ministério? Adoptou-se abordagem qualitativa e estudo de caso, com entrevistas semi-estruturadas a dois gestores do sector de Recursos Humanos. Os resultados evidenciaram que a mobilidade não planeada gera sobrecarga administrativa, dificulta a substituição qualificada e fragiliza o planeamento estratégico. Conclui-se que é urgente implementar políticas de retenção, modernizar os sistemas de gestão de pessoal e desenvolver planos de carreira adaptados à realidade institucional, visando a estabilidade funcional e a melhoria contínua da gestão pública.
Palavras-chave: Mobilidade Funcional, Gestão de Pessoas, Rotatividade, Sector Público, Controle de quadro.