Este livro é uma seqüência de What is this thing called science?. Nesse livro, submeti algumas das explicações mais comuns da ciência e seus métodos a minucioso exame crítico, mas não cheguei a elaborar em detalhe nenhuma alternativa p^ira elas. Convenci-me de que tal elaboração é necessária, sobretudo diante da amplitude das críticas que, contra as minhas intenções, têm considerado minha posição radicalmente cética, negadora de qualquer estatuto distintivo, objetivo do conhecimento científico. Este livro contém uma ampliação e uma reelaboração do argumento de seu predecessor. Persisto em minha rejeição às concepções filosófico-ortodoxas do chamado método científico, mas demonstro como, não obstante, com algumas ressalvas, é possível uma defesa da ciência como conhecimento objetivo. Conseqüentemente, não tenho dúvidas de que receberei o desdém de muitos filósofos, à minha direita, e de sociólogos da ciência, à minha esquerda. Em muitos pontos utilizei material publicado nos seguintes artigos: "The case against a universal ahistorical scientific method" (O que há contra um método científico universal a-histórico, 1985); "A non-empiricist account of experiment" (Uma história nãoempirista do experimento, 1984); "Galileo's telescopic observa- 10 ALAN CHALMERS tions of Venus and Mars" (As observações telescópicas feitas por Galileu de Vênus e Marte, 1985); "The sociology of knowledge and the epistemological status of science" (A sociologia do conhecimento e o estatuto epistemológico da ciência, 1988); "The extraordinary prehistory of the law of refraction" (A extraordinária pré-história da lei da refração, 1975). Sou muito grato aos editores, que deram permissão para utilizar este material aqui. Agradeço também a Patrícia Bower e Verônica Leahy, que pacientemente e com muita eficiência datilografaram o manuscrito, e a Wal Sutching, pela crítica proveitosa.