O presente trabalho investigou o impacto dos conflitos geracionais na instabilidade do clima organizacional no Instituto Superior Politécnico Sol Nascente. Contextualizou se a convivência simultânea de Baby Boomers, Gerações X, Y e Z em instituições de ensino superior, destacou desafios de valores, estilos de trabalho e comunicação. O objectivo geral foi analisar como essas divergências afectaram a percepção colectiva do clima institucional e sugerir práticas para sua estabilização. Adoptou se abordagem mista, que combinou investigação quantitativa, por meio de inquérito estruturado, e qualitativa, com estudo de caso no próprio Instituto, apoiada em revisão bibliográfica de obras entre 2016 e 2024. O desenho foi descritivo e exploratório, tendo como instrumentos o inquérito. Concluiu se que a coexistência intergeracional gerou “bolhas etárias”, tensão em estilos de trabalho e baixa eficácia na resolução de conflitos, reflectindo se em maior rotatividade e queda na confiança. Observou se, porém, forte aceitação à mentoria reversa e ao estabelecimento de comissões intergeracionais. Recomendou se a implementação de canais formais e informais de diálogo segmentado por geração, treinamentos de liderança situacional e programas permanentes de mentoria reversa, bem como monitoramento contínuo do clima por meio de indicadores específicos. Essas acções foram identificadas como essenciais para transformar tensões em oportunidades de aprendizagem colaborativa e consolidar um clima organizacional mais estável e produtivo.
Palavras-chave: Gestão de Conflitos. Conflitos Geracionais. Clima Organizacional.